segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Colégio Eleitoral

Nunca entendi porque nomearam de colégio eleitoral o conjunto de eleitores. Mas ontem, vendo o debate eu descobri o porquê.

Imagine uma sala de aula de pernas para o ar. Aviões, giz e bolinhas de papel cortam o ar. No meio da sala, crianças amarram um nerd na cadeira com seus próprios cadarços e alça da lancheira. À frente da turma, gritando por ordem e sendo ignorada solenemente, está ela, a professora de história. Aquela que é tão esculhambada que mesmo vestindo um Channel continuar com aquele ar de que aquela roupa não foi feita pra ela. Mas ela não aguenta mais viver aquilo. Então ela dá um berro que cala a classe. Mas um segundo depois, o silêncio é quebrado por um salgadinho Pingo de Ouro que é arremessado em sua testa. A classe agora parece a 3º Guerra Mundial. Ela respira, se acalma, repete mentalmente os mantras aprendidos na tribo Pataxó, pega suas coisas e sai da sala. Seu nome era Marina Silva.

Marina Silva já está calma, aquilo não a afeta mais. Ela caminha calmamente até a escada. No caminho cruza com o bedel. Ele fica espantado com aquela cena. Aquilo o choca profundamente. Como eu já disse, ela já está calma e serena, mas de tão esculhambada que é, dá a impressão de estar acabada, exaurida, traumatizada. E aquilo, para um senhor de idade é um ultraje. Eis então que ele se dirige a sala de aula. Mas logo que vê aquilo fica perplexo. Na primeira carteira, está o único alheio a tudo: o japonês. Ele faz a sua lição focado. Como todo bom nerd, é cheio de alergias, e uma delas é a pó. Um giz cai em seu livro e ele espirra. Como o bedel não tem autoridade nenhuma sobre os verdadeiros vândalos, sobra para o japonês que é levado pela orelha até a sala da diretoria pelo bedel Firmino, digo Plínio.

Na ante sala da diretoria o japonês está branco. Já faz 45 minutos que o bedel entrou na sala da diretoria.. A porta se abre e o japonês é convidado pelo bedel a entrar na sala. Eis então que ele fica frente a frente com a diretora. De terno vermelho, cabelão armado e Croc no pé, ela anda em volta da cadeira dele, para em frente a um armário, saca uma régua e começa a falar sobre os tempos da ditadura. 2 minutos após o início do sermão, o japonês dá uma pescada. Ela então resolve dar uma lição nele. Mas não uma lição qualquer, ela tira uma Granada da gaveta, coloca na mão do japonês e puxa o pino. “Se o Sr dormir, Sr Toshio, o Sr. vai se explodir, vai me explodir e vai explodir o colégio todo Sr. Toshio. O Sr. quer isso, Sr. Toshio? Não né?! Muito bom. Vou retomar meu raciocínio então…” É, a Diretora Dilma não perdoa. Ela é o terror dos alunos.

O japonês leva 19 dias de gancho. Desolado, ele vai para o refeitório e senta-se em uma mesa. Ao seu lado, senta-se o professor de filosofia. Com aquele ar melancólico, ele pede licença ao japa para sentar-se ali. Como não fala nada, o professor de filosofia senta-se com ele e começa a comer seu sanduiche de queijo branco e pepino. Uma utopia de sabores, ele mesmo diria. Empolgado com aquele primeiro contato amigável, o professor começa a falar sobre a Escola de Frankfurt para o aluno, que se levanta e sai, deixando mais uma vez, o professor José Serra sem ser ouvido. Mas logo que o japonês sai, chega o faz tudo do colégio, um bigodudo muito bonachão. Ele senta-se ao lado do professor Serra e começa a falar sobre o projeto que ele quer fazer no pátio: o aerotrem. Mas como ele tem muito pouco tempo, não consegue terminar de falar pois o sinal toca, e é hora de todos voltarem a seus afazeres.

Menos o japonês, que traumatizado com tudo aquilo resolve fugir com a caravana do Circo do Marcos Frota e vira palhaço lá e canta uma música mais ou menos assim: Florentina, Florentina…

Olha, não sei os outros, mas só de pensar que estamos nas mãos desse povo, me dá vontade de me dar um murro no peito.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Seleção Natural

Charles Darwin não precisaria ter escrito páginas e mais páginas para justificar a teoria da seleção natural se naquela época existisse o Youtube e o Orkut! Explico: a teoria de Darwin diz, resumidamente que os indivíduos mais bem adaptados sobrevivem e os menos adaptados batem a caçuleta. Simples assim. Logo, quando você vê no youtube um sujeito tentando atravessar uma avenida fazendo moonwalk e sendo atropelado por um caminhão, quando você vê um video de um cara sentando num airbag, acionando o mesmo e logo em seguida se contorcendo de dor, quando você vê o grande Partoba, você não está presenciando simplesmente idiotas se dando mal. Você está vendo comprovação da Seleção Natural. E pode esperar, sabe aqueles caras que tem fotos engraçadinhas no Orkut, acendendo rojão com a boca, ou fazendo surfe na corrente? Pode ter certeza que cedo ou tarde, a Seleção Natural vai se encarregar deles.E como todo idiota gosta de aparecer, pode ter certeza que o vídeo de sua morte ou desgraça logo logo estará na internê. Mas mesmo assim, não custa nada deixar o mundo com menos idiotice e quando se deparar com um, dar um belo murro no peito dele.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pequenos poderes

O poder é algo que fascina. Quem nunca sonhou em ter superpoderes? Ou então em ser alguém muito poderoso na sociedade? Ou em ter poderes paranormais? Se bem que de tanto o Padre Quevedo dizer que é tudo “una grand mentira”, eu tô quase acreditando. Acontece que tem gente que tem um pequeno poder que se você parar pra pensar chega a ser inofensivo. Mas é inofensivo, até o dia em que você se depara com o detentor desse poder. Jamais desdenhe dos donos dos pequenos poderes. Eles são capazes de acabar com o seu humor em segundos. Duvida? Então lá vai:


Cobrador de ônibus: Um belo dia você sai de casa atrasado, apressado, corre pro ponto de ônibus, consegue pegar o seu ônibus, mas aí, você esqueceu o dinheiro. E aí você se depara com ele: o cobrador. Do alto de seu banco elevado, sua camisa azul e a unha do mindinho comprida, fazem dele o senhor do seu destino. Se ele não for com a sua cara, você não passa. Se ele for, deixa você passar sem pagar, mas não é passar assim, de qualquer jeito não. Você tem de se humilhar perante o guardião da catraca, passando por baixo. O detalhe é que geralmente nesse dia, você saiu de casa de camiseta branca.


Empregadas: Donas de uma incrível capacidade de esconder suas coisas, e de uma capacidade maior ainda de quebrar suas coisas, as empregadas domesticas podem transformar o que você chama de lar, no reduto de Satã. Em suas mãos, liquidificadores não trituram, microondas não aquecem e ferros de passar superaquecem. Se algum dia perguntarem se no seu relacionamento algo rachou o vaso, pode ter certeza que foi a Severina. Mas se é ruim com elas, pior sem, porque quando elas faltam, aí é que sua mulher fica fula da vida. Aí, já viu pra quem sobra né campeão?


Atendente de Telemarketing: Geralmente detentores de nomes esdrúxulos, os atendentes de telemarketing não acabam com seu humor rapidamente. Eles são sádicos, mordazes e cínicos. Com seus telefones no estilo Madonna e frases no gerúndio, eles vão estar minando sua paciência aos poucos. Para eles, o cancelamento de uma linha telefônica ou cartão de crédito é um insulto pessoal. Eles vão estar fazendo de tudo para que você desista de tamanha atrocidade. E eles conseguem. Principalmente pelo cansaço. E pode ter certeza que, se você já sucumbiu perante um atendente de telemarketing, você já foi assunto na rodinha de bar dos atendentes onde estavam Katimiléne, Flávio Alberto, Suélen Francisca e Kelvin Celsus.
Como eu queria estar estando de frente com um desses atendentes. Principalmente desses que ligam as 8 da manhã de sábado. Eu ia estar estando dando um belo dum murro no peito deles.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O bullying

O bullying era uma coisa séria. Era aquilo que a gente via nos filmes americanos: um moleque que toma o dinheiro do outro, agressões repetidas, humilhações e toda aquela coisa. Mas a coisa desandou. Assim como a internet, o bullying tá na boca do povo. É todo dia na tv, no jornal no radio: bullying pra cá, bullying pra lá. Botou apelido no magrelo? É bullying. Botou apelido no gordinho? É bullying! Saceneou seu primo mais novo? É bullying! Deu trote nos calouros? É bullying! Chamou de emo? É bullying! O professor te deu zero? É bullying.
Quando eu era pequeno, se chegasse chorando em casa porque apanhei na rua, eu apanhava de novo em casa, pra aprender a não ser frouxo. Hoje em dia, o moleque chega chorando em casa, o que seu pai faz? Chama o advogado, porque o príncipe da mamae apanhou na rua. Qual o resultado? Um bando de moleque frouxo que não sabe se virar, que não vai saber superar qualquer dificuldade. Depois, não sabe porque o filho usa calça colorida, cabelo da Tina Turner no Mad Max 3, e ouve musiquinha de baitola. Se seu filho chegar em casa assim, é só uma questão de tempo até ele entrar em casa de mãos dadas com outro “garoto”. E tudo porque? Porque a mãe dele viu no programa da Sônia Abrão o tal do bullying. E aí, amigão, você que nunca quis ter filha, acabou de ganhar uma. Por que um moleque que não sabe se virar sozinho, acaba sendo virado pelos outros.
Aí, não adianta colocar o moleque de castigo, brigar ou gritar com ele. Ele chama o mesmo advogado que você chamou antes e processa você por bullying. E quando essa hora chegar, você vai se sentir mais do que merecedor de um belo murro no peito.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os populares

Você está em casa, quando de repente ouve aquela música do plantão da Globo. Você corre para a sala e vê: pai jogou a filha da janela. O que realmente me intriga é uma questão: quem são aquelas pessoas que estão sempre ali, protestando, clamando por justiça, indignadíssimos com aquela situação. Quem são os chamados “populares”? De onde vem? O que fazem? Onde trabalham os populares? Bem que eu gostaria de trabalhar num lugar onde crime hediondo é motivo de folga. Imagina você chegando no trabalho, abrindo o e-mail e lendo o comunicado do presidente da empresa: “As pessoas que se sentirem indignadas e/ou lesadas com o caso Nardoni e quiserem protestar NO LOCAL, estão dispensadas. Por favor tragam os vídeos que comprovem o protesto. Faltas sem vídeos serão descontadas do salário”. Só pode ser assim. Por que não é possível. Nego acorda as 4 da manhã pra pegar lugar na fila para entrar no julgamento. Isso porque no dia anterior acordou as 5 e não conseguiu uma vaga. Não trabalha não? Não tem contas pra pagar? Não tem mais oque fazer? De onde vem o dinheiro dos populares? Acho que os populares são aqueles caras do Acre, Tocantins, Piauí que ganham na mega-sena e a gente acha que é trambique de algum político. Só pode ser. E a cada vez que eu vejo os populares, me dá vontade de me dar um murro no peito.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os Donos da Rua - pela minha @melissapottker

Esses caras nasceram com o dom de arrancar da mais calma das criaturas o mais cabeludo dos palavrões.
Normalmente são barrigudos e usam o cabelo penteado pra trás, quando os tem. São os nossos queridíssimos motoristas de ônibus.
Desconfio que essa seja a profissão que abriga os caras mais mau-humorados da paróquia. Porque eles não querem saber quem vem de onde e em que carro, eles cortam o camarada sem dó. Mas a maldade deles não se restringe a carros, eles também destilam seu ódio mortal aos pobres passageiros do busão. Quando não “esquecem” de parar num ponto pro nobre cidadão desembarcar, eles aceleram para se mandar do ponto assim que avistam um atrasado correndo e balançando desesperadamente os braços. Aposto que assim que deixam pra trás o descabelado esbaforido, se olham no espelho e dão uma piscadela cheia de orgulho.
Mas como a vida é justa, eles dividem a presidência das ruas com eles, os motoristas de táxi. Esses se encaixam também no perfil barrigudo, de cabelo lambido ou de ralas madeixas. Esse caras sabem tudo. Quem matou quem, que time tá fazendo o que, onde, que candidato vai fazer o que e, claro, sabem como ninguém irritar os colegas do busão.
E para formar a vice-presidência da bagaça: a mulherada.
Eu não sou machista, mas, mulherada, pelamor!
Passe batom, rímel e o que for, em casa. O espelhinho que fica colado no parabrisa se chama retrovisor, retro (atrás), entendeu? Use ele antes de resolver freiar do nada. Confira se algum desavisado vem colado na sua traseira antes de apertar com tudo o pedal do meio. Os colegas de rua não tem obrigação de saber que no carro da frente tem uma lady mais preocupada com a liquidação da vitrine do que com o trânsito. Outra dica, a linha amarela ou branca que tem em algumas ruas, serve para dividir a rua e não para você meter o pneu dianteiro em cima e se guiar por ela. E por último e não menos importante: vocês não podem tudo quando dirigem um carro tipo Jeep, ok?
Mas vocês não estam sozinhas. A paixão pelo tal Jeep é compartilhada com os baixinhos e invocados, que completam a vice-precidência da bagunça.
Claro, porque todo baixinho precisar ter um carro muito grande, alto e imponente pra compensar o que a natureza lhes privou. E pra eles, dirigem praticamente um caminhão 6 eixos, carregado com conteúdo altamente inflamável. Por isso, respeite o gigante do trânsito. Eles cortam, dão chega pra lá, buzinam, pedem passagem e se você resolver encarar, aí a coisa fica feia. Sim, porque você já cutucou a fera com vara curta e ainda vai rir na cara do coitado assim que ele se lançar do alto do seu cabine dupla.
Os próximos não entram no alto escalão, mas tem o seu lugar no gerenciamento da coisa: os motoqueiros.
Eles ganham a vida em cima da motoca, mas também perdem. E fazem você perder a sua… paciência. Parecem drosophylas em volta do seu carro. Quando você menos espera tem um do seu lado, atrás, na frente e quando ferrou tudo, até em cima. O hobby desse cara é arrancar espelhos laterais dos desavisados que fecham o corredor e chavecar a doida do carro que na quadra de trás quase o matou quando avistou a vitrine 50% off.
Com essa galera dominando as ruas, mais o CET, tamo bem, né não?
Agora imagina a visão do inferno: uma ex-motoqueira e taxista, baixinha, motorista de ônibus? Pessoa perfeita pra representar a categoria e levar um belo murro no peito.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Comentário sobre os comentários

Tem gente que não tem o que fazer. Aí faz o que? Um blog. Mas tem gente que tem menos ainda pra fazer. Aí faz o que? Entra no seu blog. E não satisfeito, comenta. Mas não é um comentário bacana ou mesmo uma crítica destrutiva. Não, campeão. São picuinhas dignas de menininhas mimadas da 4º A. Pra vocês, em nome de todas as pessoas que tem blog, um breve murro no peito:

http://motionhand.com/ask/merda/

segunda-feira, 29 de março de 2010

Profissões que eu não entendo

Intelectual: você está lá, zapeando os canais e cai no Amauri Jr. Aí, o tiozinho dá de cara com o apresentador entrevistando um sujeito magrelo, de óculos, barba por fazer, vestido com um look pseudo-desleixado. Aí, a legenda diz: Fulano de tal – Intelectual. Alguém pode me responder que catso faz um intelectual? O que define o sujeito ser um intelectual? Pra se formar intelectual você precisa frequentar as faculdades mentais?


Ufólogo: tá aí um cara despreocupado. Ele não tem um chefe que o cobra: quantos ovnis você viu hoje? Não. Se não achar, é por que é muito difícil. Mas se achar, aí começa um debate mais longo que a discussão daquelas árvores do Senhor dos Anéis: é! Não é! É uma mancha na foto! É um balão meteorológico! É uma pipa com neon!


Acensorista: um elevador é realmente algo muito difícil e complexo de se usar. Você entra, aperta um botão e sai quando a porta abre. Se você colocar um macaco dentro de um elevador, ele vai conseguir chegar no andar que ele quer. Pra que um elevador precisa de motorista?


Técnico da Seleção: no Brasil, a cada esquina você encontra pelo menos uns 30 técnicos. Todo mundo sabe tudo de futebol. De que adiante o cara ter sido jogador, ter estudado e vivenciado aquilo se o mané do seu cunhado acha que o cara é burro? É por isso que o Felipão não quer voltar. El Poryugal o cara era rei. Ele ia vir pra cá e só por que o Brasil ganho de 1 x 0 da Espanha no amistoso, o tiozinho que puxa carroça ia passar em frente à casa dele e soltar um sonoro “Burrrrro!”


Crítico de cinema: o cara ganha pra ver filmes e falar mal de todos. Nada tá bom. Se eles acham bom, não assista que deve ser uma bela de uma porcaria.

Biólogo: são os Hippies da ciência: cabeludos, desleixados, mutcho locos e vegetarianos afinal, o peixe também é amigo. Estudar biologia é uma bela de uma desculpa pra ir pra praia. Você diz pro seu pai que vai “pesquisar o ecossistema”. O que inclui interagir com a natureza, ou em outras palavras, dar aquele belo tapa na pantera. Outro ponto que me intriga é o seguinte: tartarugas marinhas estão em extinção, certo? Certo. Aí, o biologo vai lá. Ele acha onde os ovos estão enterrados. Os ovos eclodem. As pequenas tartaruguinhas vão em direção ao mar. Nisso, vem as gaivotas, os carangueijos, os siris e os jagos e começam a detonar os pequeninos. Mas a pergunta é: se a porcaria da tartaruga está em extinção, e os biólogos tentam tira-las dessa condição, por que diabos não fazem alguma coisa pelas tartaruguinhas? Bom, provavelmente por que estão deveras ocupados estapiando a pantera ou tentando colocar coleira nos peixes para levá-los para passear. E nada melhor que um biólogo passeando com um peixe na coleira par levar um belo de um murro no peito.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A fase da água.

Tá aí uma coisa que eu não entendo. Por que todo jogo tem a maldita fase da água? Quem acha isso legal? Você tá lá, jogando, todo empolgado, aprende a dar vários golpes, a usar a arma laser e de repente, vai tudo por água a baixo. Literalmente. Os pulos que você aprendeu a dar, não servem mais. As armas que você conquistou, não funcionam embaixo da água. E se não bastasse, a maior prova de que a fase da água é o pesadelo de todo jogador é que o monstro continua na mesma velocidade e você corre, corre e não sai do lugar. Não conheço uma pessoa que gosta da maledeta da fase da água. E se for morador da Zona Leste então, aí é que não vai gostar mesmo. Ah, senhor inventor da fase da água, é melhor o senhor ficar esperto, porque o seu peito tá jurado. E tem muita gente querendo dar esse murro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Idiotice: um estilo de vida.

Idiota (do grego idiótes, o homem privado - em oposição ao homem de Estado, ou público; ou aquele ignorante em algum ofício, homem sem educação, ignorante, pelo latim idiota), na acepção vulgar, é a pessoa desprovida de inteligência. Pela definição correta, ser um idiota é algo que não se escolhe. Certo? Errado! Muito errado! Tem gente, e muita gente, que escolhe a idiotice como estilo de vida. E como certeza, você conhece um monte deles. Gordo, magro, alto, baixo, bonito, feio, tem idiota a dar com pau por aí.
Mas mesmo camuflados dentre os mais variados perfis, um idiota sempre mostra a que veio. O Orkut por exemplo é um bom lugar para você testar seus conhecimentos sobre esse espécime. Primeiro, olhe a foto. Todo idiota que se preze, sempre tem uma foto, digamos, polêmica. Se a foto for normal, leia o perfil. Ah, não há idiota que resista a colunas em branco para serem preenchidas. Com certeza, você lerá algo que lhe causará aquele sentimento bizarro: a vegonha alheia. Mas ao mesmo tempo em que você cobre os olhos, você quer ver mais. E aí chega a hora em que tudo se confirma: o álbum de fotos. Aí meu velho, é um show a parte. Todo o tipo de bizarrice e bestialidade que uma pessoa pode fazer você encontra lá: fotos engraçadas, fotos sem noção, fotos fazendo papel de ridículo, é uma verdadeira avalanche.
Engraçado como ao mesmo tempo em que causam desprezo, os idiotas são fascinantes. Tanto é que todo ano, confinam alguns numa casa, enchem de câmeras, e dá uma baita duma audiência. Esse ano por exemplo, tem um cara lá, cujo nome não vou citar, mas o cara é o Boça loiro. Vai no youtube e dá uma olhada no vídeo de inscrição dele. O mano deixa o Boça no chinelo. E ele faz isso com uma naturalidade, com uma facilidade que não tem como ser interpretação. Por que se for, o cara merece um Oscar pra cada ano de vida. Fora que se você ja reparou na voz dele, ele fala igual ao Supla. Só falta mandar um “What’s up papito?” . Esse é um legítimo representante do que eu chamo de idiota profissional.
Assim, idiotice, todo mundo faz, agora não coloque no perfil do Orkut que sexo é uma das suas paixões, não atrapalhe o parabéns pra você, não pergunte quando servirem o pavê, se é “pavê ou pacomê?” , não ria demasiadamente das suas piadas, e nem diga que quem senta na ponta paga a conta, porque se fizer isso perto de mim amigão, toma um belo de um murro no peito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Crianças prodígio

Não sei que tipo de monstro pode fazer isso com uma criança. O assunto em questão supera qualquer tipo de crueldade: bater com a fivela do cinto, levar para um passeio em Neverland, ou colocar um monte de roupas dentro da caixa de um X-box 360, fechar e dar de presente pro pequerrucho. Se você achou isso cruel, você não passa de um lobinho. O buraco aqui é mais embaixo: crianças prodígio. Sim, elas, que falam como adultos, agem como adultos e fazem a alegria da sua avó aos sábados no Programa do Raul Gil.

Não sei o que é pior: os pais que notam que seus filhos são prodígios e os incentivam, ou os pais que querem que seu filho seja a próxima Maísa. Será que eles acham bonitinho? Duvido. Imagina ter um pentelho desses em casa. É a mesma coisa que ter um gremlin com o QI do Einstein. Além de colocar fogo nas cortinas, desenhar na parede e socar o irmão menor, eles discutem de igual pra igual com você. E não para por aí. Elas querem mais: querem direitos iguais, querem sair de noite, querem se maquiar, querem até mesmo fazer cocô na casa do Pedrinho.

Se fosse meu filho, imagina que eu ia pegar o carro, sair, atravessar a cidade e levar o pingo de gente até a casa do Pedrinho. Na real devia levar e deixar ele lá na privada gritando “já acabeeeeeeeeei!” . Ué? Você não é o sabidão? Malandrão? Pede pro Pedrinho agora. E é bom que ele te atenda, porque se sentar com essa bunda suja no meu carro, te dou um belo de um murro no peito.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os eiros - Participação especial: Casão.

Metaleiro: o cara pode estar com 45 anos, 3 filhos, sendo que o mais velho já está na faculdade. Mas ele é fiel aos seus ideais. Com sua inseparável camiseta de banda, ou segunda pele, e cabelo de Maria Bethânia, os metaleiros são figuras ímpares. Costumam habitar ambientes aparentemente inóspitos: galeria do rock, bares barra pesada, e shows de rock, claro. Mas de preferência em lugares fechados. Afinal, sua pele branca não permite mais de 20 segundos de exposição ao sol. Apesar de terem aparência e jeito de malvados, metaleiros são cordeiros na pele de lobos. Afinal, quem gosta de RPG não faz mal pra ninguém além de si mesmo. O RPG e o Heavy Metal andam lado a lado pelos vales sombrios do mundo da morte e da escuridão eterna. Cavaleiros medievais, magos, dragões, Satanás, fogo e inferno são elementos comuns. A única diferença é que em vez de jogado por cartas como o RPG, o Metal (leia com voz aguda em tom agressivo) é acompanhado por um guitarrista extremamente veloz e um vocalista com calça bem, mas bem apertada pra esmagar as bolas e fazer com que ele atinja os agudos mais altos e absurdos.

Jiu-jiteiro: O jiu-jiteiro padrão é o cara que fez o favor de dar ao jiu-jitsu essa fama de esporte de idiotas. Geralmente faixas brancas, o jiu-jiteiro padrão é um cara 100: sem gordura, sem pelos, sem pescoço e principalmente sem noção. Se você está numa balada e olhar pra ele, ele vai querer brigar. Se olhar pra mulher dele, ele quer brigar. Se não olhar pra mulher dele, é porque você a acha feia. E ele vai querer brigar.

Pagodeiro: derê rê rê rêrêrêrêrêrêrêrê. Os pagodeiros habitam churrascos, jogos de futebol, praias e o programa do Rodrigo Faro. É fácil saber quando você está lidando com um pagodeiro: corrente de ouro, relógio de ouro, dente de ouro e até mesmo cabelos cor de ouro, o que contraria muitas vezes, algumas leis da genética. Dor, amor e cor. Com essas 3 palavras você já é capaz de vazer uma letra de pagode. Aí, é só colocar uns manés pra fazer uma dancinha ridícula no fundo e correr pro abraço.

Micareteiro: sou praierô-ô! Sou guerreiro! Tô solteiro! Quero mais oque? Quer mesmo que eu responda? Geralmente playboyzinhos e filhinhos de papai sem nada na cabeça, os micareteiros fazem juz a isso. Preconceito? Talvez. Mas você há de convir que alguém que se orgulha de ter no carro um adesivo “sou chicleteiro” e gosta de ouvir a dança da tartaruga, dança da manivela, dança do vampiro e dança da zumbizeira não é lá muito bom das idéias.

Boleiro: geralmente tb são pagodeiros e/ou chicleteiros. Só fala de futebol. Acha que falta amor à camisa e fala dos grandes ícones do passado. Esteja onde estiver, seu ídolo é o assunto: com os amigos, só fala do Biro-Biro. No almoço, só dá Biro-Biro. Na sauna, é Biro-Biro. Na missa? Adininha? É Deus no céu e Biro-Biro na terra. Mas se dependesse dele, Biro-Biro já teria seu lugar garantido no céu. Esse é o cara que esquece o nome da mulher, mas não do massagista da seleção Húngara de 57.

Porteiro: aquela cara que fecha o portão no teto do seu carro e nunca consegue acertar o seu nome.

Olha, é tanta gente merecendo murro no peito que nem sei por onde começar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Twitter e outras coisas.

Eu uso o Twitter. Sim, de vez em quando dou minhas twitadas. Mas tem gente que passa dos limites. Ficam o dia todo dizendo o que fazem: “indo pra reunião”, “falando com o chefe”, “me atolando de trabalho”. Mas vem cá amigão: se você está em reunião ou falando com o chefe ou atolado de trabalho, que catso tá fazendo no twitter? Vai trabalhar!
Mas sejamos justos. Quando eles não estão no Twitter, eles realmente estão trabalhando. E trabalham muito duro, de sol a sol, de segunda a segunda: na Fazendinha do Facebook. Nossa, como é duro arar a terra virtual. Semear o campo virtual. Cuidar dos porcos virtuais. Tá pensando o que? E além disso ainda tem de falar no MSN. Tudo ao mesmo tempo. Quem dá conta de tudo isso?
Pode reparar, aí na sua empresa tem um cara assim. Ninguém sabe o que ele faz, mas ele está sempre ocupadíssimo. Reclama dos prazos apertados, das condições de trabalho, fala como se fosse a última bolacha do pacote. E sabe o que é pior: ele ganha mais que você e seu chefe acha que ele é o futuro da corporação e quem sabe da nação. Convenhamos que se houvesse a chance de ele perder o dedo mindinho da mão esquerda capinando na Fazendinha Virtual ele poderia mesmo ser o futuro da nação. E se isso acontecesse, eu me mataria. Me daria um belo murro no peito.