terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Crianças prodígio

Não sei que tipo de monstro pode fazer isso com uma criança. O assunto em questão supera qualquer tipo de crueldade: bater com a fivela do cinto, levar para um passeio em Neverland, ou colocar um monte de roupas dentro da caixa de um X-box 360, fechar e dar de presente pro pequerrucho. Se você achou isso cruel, você não passa de um lobinho. O buraco aqui é mais embaixo: crianças prodígio. Sim, elas, que falam como adultos, agem como adultos e fazem a alegria da sua avó aos sábados no Programa do Raul Gil.

Não sei o que é pior: os pais que notam que seus filhos são prodígios e os incentivam, ou os pais que querem que seu filho seja a próxima Maísa. Será que eles acham bonitinho? Duvido. Imagina ter um pentelho desses em casa. É a mesma coisa que ter um gremlin com o QI do Einstein. Além de colocar fogo nas cortinas, desenhar na parede e socar o irmão menor, eles discutem de igual pra igual com você. E não para por aí. Elas querem mais: querem direitos iguais, querem sair de noite, querem se maquiar, querem até mesmo fazer cocô na casa do Pedrinho.

Se fosse meu filho, imagina que eu ia pegar o carro, sair, atravessar a cidade e levar o pingo de gente até a casa do Pedrinho. Na real devia levar e deixar ele lá na privada gritando “já acabeeeeeeeeei!” . Ué? Você não é o sabidão? Malandrão? Pede pro Pedrinho agora. E é bom que ele te atenda, porque se sentar com essa bunda suja no meu carro, te dou um belo de um murro no peito.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os eiros - Participação especial: Casão.

Metaleiro: o cara pode estar com 45 anos, 3 filhos, sendo que o mais velho já está na faculdade. Mas ele é fiel aos seus ideais. Com sua inseparável camiseta de banda, ou segunda pele, e cabelo de Maria Bethânia, os metaleiros são figuras ímpares. Costumam habitar ambientes aparentemente inóspitos: galeria do rock, bares barra pesada, e shows de rock, claro. Mas de preferência em lugares fechados. Afinal, sua pele branca não permite mais de 20 segundos de exposição ao sol. Apesar de terem aparência e jeito de malvados, metaleiros são cordeiros na pele de lobos. Afinal, quem gosta de RPG não faz mal pra ninguém além de si mesmo. O RPG e o Heavy Metal andam lado a lado pelos vales sombrios do mundo da morte e da escuridão eterna. Cavaleiros medievais, magos, dragões, Satanás, fogo e inferno são elementos comuns. A única diferença é que em vez de jogado por cartas como o RPG, o Metal (leia com voz aguda em tom agressivo) é acompanhado por um guitarrista extremamente veloz e um vocalista com calça bem, mas bem apertada pra esmagar as bolas e fazer com que ele atinja os agudos mais altos e absurdos.

Jiu-jiteiro: O jiu-jiteiro padrão é o cara que fez o favor de dar ao jiu-jitsu essa fama de esporte de idiotas. Geralmente faixas brancas, o jiu-jiteiro padrão é um cara 100: sem gordura, sem pelos, sem pescoço e principalmente sem noção. Se você está numa balada e olhar pra ele, ele vai querer brigar. Se olhar pra mulher dele, ele quer brigar. Se não olhar pra mulher dele, é porque você a acha feia. E ele vai querer brigar.

Pagodeiro: derê rê rê rêrêrêrêrêrêrêrê. Os pagodeiros habitam churrascos, jogos de futebol, praias e o programa do Rodrigo Faro. É fácil saber quando você está lidando com um pagodeiro: corrente de ouro, relógio de ouro, dente de ouro e até mesmo cabelos cor de ouro, o que contraria muitas vezes, algumas leis da genética. Dor, amor e cor. Com essas 3 palavras você já é capaz de vazer uma letra de pagode. Aí, é só colocar uns manés pra fazer uma dancinha ridícula no fundo e correr pro abraço.

Micareteiro: sou praierô-ô! Sou guerreiro! Tô solteiro! Quero mais oque? Quer mesmo que eu responda? Geralmente playboyzinhos e filhinhos de papai sem nada na cabeça, os micareteiros fazem juz a isso. Preconceito? Talvez. Mas você há de convir que alguém que se orgulha de ter no carro um adesivo “sou chicleteiro” e gosta de ouvir a dança da tartaruga, dança da manivela, dança do vampiro e dança da zumbizeira não é lá muito bom das idéias.

Boleiro: geralmente tb são pagodeiros e/ou chicleteiros. Só fala de futebol. Acha que falta amor à camisa e fala dos grandes ícones do passado. Esteja onde estiver, seu ídolo é o assunto: com os amigos, só fala do Biro-Biro. No almoço, só dá Biro-Biro. Na sauna, é Biro-Biro. Na missa? Adininha? É Deus no céu e Biro-Biro na terra. Mas se dependesse dele, Biro-Biro já teria seu lugar garantido no céu. Esse é o cara que esquece o nome da mulher, mas não do massagista da seleção Húngara de 57.

Porteiro: aquela cara que fecha o portão no teto do seu carro e nunca consegue acertar o seu nome.

Olha, é tanta gente merecendo murro no peito que nem sei por onde começar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Twitter e outras coisas.

Eu uso o Twitter. Sim, de vez em quando dou minhas twitadas. Mas tem gente que passa dos limites. Ficam o dia todo dizendo o que fazem: “indo pra reunião”, “falando com o chefe”, “me atolando de trabalho”. Mas vem cá amigão: se você está em reunião ou falando com o chefe ou atolado de trabalho, que catso tá fazendo no twitter? Vai trabalhar!
Mas sejamos justos. Quando eles não estão no Twitter, eles realmente estão trabalhando. E trabalham muito duro, de sol a sol, de segunda a segunda: na Fazendinha do Facebook. Nossa, como é duro arar a terra virtual. Semear o campo virtual. Cuidar dos porcos virtuais. Tá pensando o que? E além disso ainda tem de falar no MSN. Tudo ao mesmo tempo. Quem dá conta de tudo isso?
Pode reparar, aí na sua empresa tem um cara assim. Ninguém sabe o que ele faz, mas ele está sempre ocupadíssimo. Reclama dos prazos apertados, das condições de trabalho, fala como se fosse a última bolacha do pacote. E sabe o que é pior: ele ganha mais que você e seu chefe acha que ele é o futuro da corporação e quem sabe da nação. Convenhamos que se houvesse a chance de ele perder o dedo mindinho da mão esquerda capinando na Fazendinha Virtual ele poderia mesmo ser o futuro da nação. E se isso acontecesse, eu me mataria. Me daria um belo murro no peito.