quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O bullying

O bullying era uma coisa séria. Era aquilo que a gente via nos filmes americanos: um moleque que toma o dinheiro do outro, agressões repetidas, humilhações e toda aquela coisa. Mas a coisa desandou. Assim como a internet, o bullying tá na boca do povo. É todo dia na tv, no jornal no radio: bullying pra cá, bullying pra lá. Botou apelido no magrelo? É bullying. Botou apelido no gordinho? É bullying! Saceneou seu primo mais novo? É bullying! Deu trote nos calouros? É bullying! Chamou de emo? É bullying! O professor te deu zero? É bullying.
Quando eu era pequeno, se chegasse chorando em casa porque apanhei na rua, eu apanhava de novo em casa, pra aprender a não ser frouxo. Hoje em dia, o moleque chega chorando em casa, o que seu pai faz? Chama o advogado, porque o príncipe da mamae apanhou na rua. Qual o resultado? Um bando de moleque frouxo que não sabe se virar, que não vai saber superar qualquer dificuldade. Depois, não sabe porque o filho usa calça colorida, cabelo da Tina Turner no Mad Max 3, e ouve musiquinha de baitola. Se seu filho chegar em casa assim, é só uma questão de tempo até ele entrar em casa de mãos dadas com outro “garoto”. E tudo porque? Porque a mãe dele viu no programa da Sônia Abrão o tal do bullying. E aí, amigão, você que nunca quis ter filha, acabou de ganhar uma. Por que um moleque que não sabe se virar sozinho, acaba sendo virado pelos outros.
Aí, não adianta colocar o moleque de castigo, brigar ou gritar com ele. Ele chama o mesmo advogado que você chamou antes e processa você por bullying. E quando essa hora chegar, você vai se sentir mais do que merecedor de um belo murro no peito.

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