quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Selfie

Você pode medir o grau de idiotice de uma pessoa pelo número de selfies que ela tira. Tá certo que, no mínimo um tiquinho de idiotice todo mundo tem. Mas tem gente que passou nessa fila 2, 3, 5 vezes. Passou disfarçado com bigode postiço, passou fingindo que era seu irmão gêmeo, perguntou pro responsável da fila "o quê é aquilo?"e entrou correndo. Enfim, teve gente que abusou, e ainda abusa, do direito de ser idiota. E o selfie, é um ótimo índice. Pode reparar. Você chega na academia pronto para seu treino, e bem no aparelho que você quer usar está ele, pesando 3kg quando está molhado, posando com a carga da pessoa anterior pois a única coisa que ele consegue levantar é o celular. E ele fica ali, e clica de um lado, clica de outro. Nunca acha que está bom. Na real, por que não está, nem nunca vai estar. Por que você não treina!!! E se treina, seu intervalo entre uma série e outra demora 3 dias!!! Mas o pior de todos os idiotas é o que tira selfie dirigindo. Esse desgraçado em vez de olhar pra frente fica olhando pro celular e fazendo pose, biquinho de pato, sorrindinho e se achando o máximo. Tudo isso enquanto atropela criancas, gatos, cachorros, fecha motoqueiros, freia bruscamente, passa sinal fechado. Nessa hora temos que concordar com os motoqueiros que arrancam o espelho do carro de um maldito desses. Afinal, tem castigo melhor? Tem: não de like em selfies.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Os entendidos de cinema

Assim como o vegetariano, o conhecedor de cinema escolhe esse estilo de vida única e exclusivamente para encher o saco dizendo que é melhor do que você. Melhor do que nós, reles mortais. Ele chega com seu ar de soberba, te olhando de cima, como se desse pérolas a porcos e começa a dizer que viu um filme de um diretor Yanomami muito bom, que trata da crise de identidade gerada pelo uso de shorts da adidas em vez da boa e velha tanga pelos índios. Uma obra prima do cinema. Esses caras são os únicos que dizem que o Sétimo Selo é um filme magnífico. Eles não sabem do que tão falando. Não tem uma pessoa que tenha assistido esse filme sem dormir. Você lê a sinopse e se impressiona: um cavaleiro medieval que joga xadrez contra a morte. Legal né? Vai lá assistir então. Se você não dormir, tem uma insônia da brava. Mas ouse falar isso na frente de um “entendedor de cinema". O cara vai te execrar, vai dizer que é uma aula disso, uma aula daquilo. Acontece que como toda aula, dá um baita sono. Mas o lance do cara é ser o diferentão da Estrela, o descolado. Já que ele não sabe nem chutar uma bola, tem de ser bom em alguma coisa. O problema é que nem isso consegue e de tão mala que é, vai acabar levando um murro no peito. Seguido de uma solada nas costas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pastores do Vegetarianismo

Outro dia estava no trânsito e notei um adesivo no carro da frente que dizia: não coma peixe. O peixe é nosso amigo”. Eu li aquilo e fiquei pensando. Que tipo de gente se relaciona afetivamente com um peixe. Alguém pode me falar? Será que o sujeito chega em casa, coloca uma coleira no peixe e leva ele pra dar uma volta no quarteirão? Ou faz carinho na barriga do peixe? Joga bolinha pra ele buscar? O cara que tem um adesivo desses só pode ser um Pastor do Vegetarianismo. Isso mesmo, um daqueles malas que vão no churrasco e ficam falando sobre os benefícios do vegetarianismo e que não sentem a menor falta da carne. Dizem que nunca se sentiram tão saudáveis, tão bem, tão em harmonia com a natureza. E dizem isso do alto de seus 1,80m de altura e 52kg. Isso quando não é uma garota “reforçada”, que mais parece uma vaca fantasiada de gente, falando isso na maior cara-de-aço. Se você tem pena das vacas, vai pra Índia, passa mais tempo com a sua mãe, sei lá.
É muito fácil identificar um Pastor Vegetariano. Além do que já foi dito aqui, quando chegam no churrasco levam deliciosos quitutes: abobrinha, beringela,Itaipava e maconha. Outro jeito é pela profissão: professor de Yoga, oceanógrafo, biólogo, vigia do jardim botânico, músico experimental, afinador de cítara etc.
Isso sem falar nos vegetarianos mais radicais, que só comem o que cai do pé. Fico imaginando o sujeito com a barriga roncando, parado em frente a uma mangueira, esperando a manga cair. Ele não arranca do pé, por que isso agride a planta. Filhão, o Serguey começou assim e terminou fazendo sexo com elas. Quer ser assim, seja, só não vem buzinar na nossa orelha, ou tomarás um belo murro no peito.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Colégio Eleitoral

Nunca entendi porque nomearam de colégio eleitoral o conjunto de eleitores. Mas ontem, vendo o debate eu descobri o porquê.

Imagine uma sala de aula de pernas para o ar. Aviões, giz e bolinhas de papel cortam o ar. No meio da sala, crianças amarram um nerd na cadeira com seus próprios cadarços e alça da lancheira. À frente da turma, gritando por ordem e sendo ignorada solenemente, está ela, a professora de história. Aquela que é tão esculhambada que mesmo vestindo um Channel continuar com aquele ar de que aquela roupa não foi feita pra ela. Mas ela não aguenta mais viver aquilo. Então ela dá um berro que cala a classe. Mas um segundo depois, o silêncio é quebrado por um salgadinho Pingo de Ouro que é arremessado em sua testa. A classe agora parece a 3º Guerra Mundial. Ela respira, se acalma, repete mentalmente os mantras aprendidos na tribo Pataxó, pega suas coisas e sai da sala. Seu nome era Marina Silva.

Marina Silva já está calma, aquilo não a afeta mais. Ela caminha calmamente até a escada. No caminho cruza com o bedel. Ele fica espantado com aquela cena. Aquilo o choca profundamente. Como eu já disse, ela já está calma e serena, mas de tão esculhambada que é, dá a impressão de estar acabada, exaurida, traumatizada. E aquilo, para um senhor de idade é um ultraje. Eis então que ele se dirige a sala de aula. Mas logo que vê aquilo fica perplexo. Na primeira carteira, está o único alheio a tudo: o japonês. Ele faz a sua lição focado. Como todo bom nerd, é cheio de alergias, e uma delas é a pó. Um giz cai em seu livro e ele espirra. Como o bedel não tem autoridade nenhuma sobre os verdadeiros vândalos, sobra para o japonês que é levado pela orelha até a sala da diretoria pelo bedel Firmino, digo Plínio.

Na ante sala da diretoria o japonês está branco. Já faz 45 minutos que o bedel entrou na sala da diretoria.. A porta se abre e o japonês é convidado pelo bedel a entrar na sala. Eis então que ele fica frente a frente com a diretora. De terno vermelho, cabelão armado e Croc no pé, ela anda em volta da cadeira dele, para em frente a um armário, saca uma régua e começa a falar sobre os tempos da ditadura. 2 minutos após o início do sermão, o japonês dá uma pescada. Ela então resolve dar uma lição nele. Mas não uma lição qualquer, ela tira uma Granada da gaveta, coloca na mão do japonês e puxa o pino. “Se o Sr dormir, Sr Toshio, o Sr. vai se explodir, vai me explodir e vai explodir o colégio todo Sr. Toshio. O Sr. quer isso, Sr. Toshio? Não né?! Muito bom. Vou retomar meu raciocínio então…” É, a Diretora Dilma não perdoa. Ela é o terror dos alunos.

O japonês leva 19 dias de gancho. Desolado, ele vai para o refeitório e senta-se em uma mesa. Ao seu lado, senta-se o professor de filosofia. Com aquele ar melancólico, ele pede licença ao japa para sentar-se ali. Como não fala nada, o professor de filosofia senta-se com ele e começa a comer seu sanduiche de queijo branco e pepino. Uma utopia de sabores, ele mesmo diria. Empolgado com aquele primeiro contato amigável, o professor começa a falar sobre a Escola de Frankfurt para o aluno, que se levanta e sai, deixando mais uma vez, o professor José Serra sem ser ouvido. Mas logo que o japonês sai, chega o faz tudo do colégio, um bigodudo muito bonachão. Ele senta-se ao lado do professor Serra e começa a falar sobre o projeto que ele quer fazer no pátio: o aerotrem. Mas como ele tem muito pouco tempo, não consegue terminar de falar pois o sinal toca, e é hora de todos voltarem a seus afazeres.

Menos o japonês, que traumatizado com tudo aquilo resolve fugir com a caravana do Circo do Marcos Frota e vira palhaço lá e canta uma música mais ou menos assim: Florentina, Florentina…

Olha, não sei os outros, mas só de pensar que estamos nas mãos desse povo, me dá vontade de me dar um murro no peito.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Seleção Natural

Charles Darwin não precisaria ter escrito páginas e mais páginas para justificar a teoria da seleção natural se naquela época existisse o Youtube e o Orkut! Explico: a teoria de Darwin diz, resumidamente que os indivíduos mais bem adaptados sobrevivem e os menos adaptados batem a caçuleta. Simples assim. Logo, quando você vê no youtube um sujeito tentando atravessar uma avenida fazendo moonwalk e sendo atropelado por um caminhão, quando você vê um video de um cara sentando num airbag, acionando o mesmo e logo em seguida se contorcendo de dor, quando você vê o grande Partoba, você não está presenciando simplesmente idiotas se dando mal. Você está vendo comprovação da Seleção Natural. E pode esperar, sabe aqueles caras que tem fotos engraçadinhas no Orkut, acendendo rojão com a boca, ou fazendo surfe na corrente? Pode ter certeza que cedo ou tarde, a Seleção Natural vai se encarregar deles.E como todo idiota gosta de aparecer, pode ter certeza que o vídeo de sua morte ou desgraça logo logo estará na internê. Mas mesmo assim, não custa nada deixar o mundo com menos idiotice e quando se deparar com um, dar um belo murro no peito dele.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pequenos poderes

O poder é algo que fascina. Quem nunca sonhou em ter superpoderes? Ou então em ser alguém muito poderoso na sociedade? Ou em ter poderes paranormais? Se bem que de tanto o Padre Quevedo dizer que é tudo “una grand mentira”, eu tô quase acreditando. Acontece que tem gente que tem um pequeno poder que se você parar pra pensar chega a ser inofensivo. Mas é inofensivo, até o dia em que você se depara com o detentor desse poder. Jamais desdenhe dos donos dos pequenos poderes. Eles são capazes de acabar com o seu humor em segundos. Duvida? Então lá vai:


Cobrador de ônibus: Um belo dia você sai de casa atrasado, apressado, corre pro ponto de ônibus, consegue pegar o seu ônibus, mas aí, você esqueceu o dinheiro. E aí você se depara com ele: o cobrador. Do alto de seu banco elevado, sua camisa azul e a unha do mindinho comprida, fazem dele o senhor do seu destino. Se ele não for com a sua cara, você não passa. Se ele for, deixa você passar sem pagar, mas não é passar assim, de qualquer jeito não. Você tem de se humilhar perante o guardião da catraca, passando por baixo. O detalhe é que geralmente nesse dia, você saiu de casa de camiseta branca.


Empregadas: Donas de uma incrível capacidade de esconder suas coisas, e de uma capacidade maior ainda de quebrar suas coisas, as empregadas domesticas podem transformar o que você chama de lar, no reduto de Satã. Em suas mãos, liquidificadores não trituram, microondas não aquecem e ferros de passar superaquecem. Se algum dia perguntarem se no seu relacionamento algo rachou o vaso, pode ter certeza que foi a Severina. Mas se é ruim com elas, pior sem, porque quando elas faltam, aí é que sua mulher fica fula da vida. Aí, já viu pra quem sobra né campeão?


Atendente de Telemarketing: Geralmente detentores de nomes esdrúxulos, os atendentes de telemarketing não acabam com seu humor rapidamente. Eles são sádicos, mordazes e cínicos. Com seus telefones no estilo Madonna e frases no gerúndio, eles vão estar minando sua paciência aos poucos. Para eles, o cancelamento de uma linha telefônica ou cartão de crédito é um insulto pessoal. Eles vão estar fazendo de tudo para que você desista de tamanha atrocidade. E eles conseguem. Principalmente pelo cansaço. E pode ter certeza que, se você já sucumbiu perante um atendente de telemarketing, você já foi assunto na rodinha de bar dos atendentes onde estavam Katimiléne, Flávio Alberto, Suélen Francisca e Kelvin Celsus.
Como eu queria estar estando de frente com um desses atendentes. Principalmente desses que ligam as 8 da manhã de sábado. Eu ia estar estando dando um belo dum murro no peito deles.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O bullying

O bullying era uma coisa séria. Era aquilo que a gente via nos filmes americanos: um moleque que toma o dinheiro do outro, agressões repetidas, humilhações e toda aquela coisa. Mas a coisa desandou. Assim como a internet, o bullying tá na boca do povo. É todo dia na tv, no jornal no radio: bullying pra cá, bullying pra lá. Botou apelido no magrelo? É bullying. Botou apelido no gordinho? É bullying! Saceneou seu primo mais novo? É bullying! Deu trote nos calouros? É bullying! Chamou de emo? É bullying! O professor te deu zero? É bullying.
Quando eu era pequeno, se chegasse chorando em casa porque apanhei na rua, eu apanhava de novo em casa, pra aprender a não ser frouxo. Hoje em dia, o moleque chega chorando em casa, o que seu pai faz? Chama o advogado, porque o príncipe da mamae apanhou na rua. Qual o resultado? Um bando de moleque frouxo que não sabe se virar, que não vai saber superar qualquer dificuldade. Depois, não sabe porque o filho usa calça colorida, cabelo da Tina Turner no Mad Max 3, e ouve musiquinha de baitola. Se seu filho chegar em casa assim, é só uma questão de tempo até ele entrar em casa de mãos dadas com outro “garoto”. E tudo porque? Porque a mãe dele viu no programa da Sônia Abrão o tal do bullying. E aí, amigão, você que nunca quis ter filha, acabou de ganhar uma. Por que um moleque que não sabe se virar sozinho, acaba sendo virado pelos outros.
Aí, não adianta colocar o moleque de castigo, brigar ou gritar com ele. Ele chama o mesmo advogado que você chamou antes e processa você por bullying. E quando essa hora chegar, você vai se sentir mais do que merecedor de um belo murro no peito.